Foster Brown
07-14-2006, 06:26 AM
Colegas,
Segue a dissertacao da Elsa Mendoza que está relevante para esta época de queimadas.
M539s
MENDOZA, Elsa Reneé Huamán Mendoza. Susceptibilidade da floresta primária ao fogo em 1998 e 1999: estudo de caso no Acre, Amazônia Sul - Ocidental, Brasil. 2002. 41 f. Dissertação (Mestrado em Ecologia e Manejo de Recursos Naturais) – Universidade Federal do Acre, Rio Branco.
Orientador: Prof. Ph.D. Daniel Nepstad Curtis
1.Susceptibilidade ao fogo, 2. Floresta tropical 3. Amazônia, I. Título
CDU 630:614.84(911.2)
Resumo
Por muito tempo, acreditou-se que a floresta primária na Região Amazônica seria imune à presença do fogo. Entretanto, estudos mostraram que no passado a floresta era susceptível ao fogo e sofria incêndios em épocas de grandes secas. Existem indícios, dos últimos anos, de que a floresta primária Amazônica estaria sofrendo a perda da resistência natural ao fogo, como uma conseqüência direta do aumento do desmatamento, do número de fogos originada pelos agricultores, através da conversão da floresta para agricultura ou pecuária, e das mudanças globais. Este estudo objetivou determinar a susceptibilidade da floresta primária ao fogo na Amazônia Sul-Ocidental e identificar as variáveis que contribuem para a sua propagação. Foram realizados 205 fogos experimentais em florestas abertas com palmeiras e floresta aberta com bambu, na Fazenda Experimental Catuaba. Os experimentos foram realizados nos períodos secos de 1998 (n=130) e 1999 (n=75). Aproximadamente 41% dos fogos se propagaram em 1998 e, em 1999, menos que 7% se propagaram. A floresta aberta com palmeiras e a floresta aberta com bambu não apresentaram diferenças significativas na propagação do fogo. As principais variáveis encontradas que explicam a variação da propagação do fogo foram: a quantidade de água na serapilheira, umidade relativa do ar na floresta, altura da serapilheira e abertura de dossel. O conteúdo de água na serapilheira, quando menor que 20%, facilitou a propagação do fogo nas florestas da região. A variável que influenciou significativamente a velocidade da propagação do fogo (área queimada) foi a umidade relativa do ar dentro da floresta. Os modelos de regressão logística da propagação de fogo são baseados nos seguintes variáveis: (1) conteúdo de água na serapilheira com umidade relativa do ar na floresta (rho^2=0,25), (2) altura da serapilheira com abertura de dossel (rho^2=0,20), (3) umidade relativa do ar na floresta com altura da serapilheira (rho^2=0,25) e (4) conteúdo de água na serapilheira (rho^2=0,25). Em épocas de maior estiagem as florestas da Amazônia Sul-Ocidental tornam-se susceptível ao fogo, podendo originar incêndios florestais.
Palavras chaves: Susceptibilidade ao fogo, floresta tropical, Amazônia, modelos de fogo. queimadas
Abstract
The Amazon region was believed to be immune to fire. But recent studies have shown that the forest becomes susceptible to fire and in fact it burns in times of severe droughts. There are indications that the forest has lost its natural resistance to fire in recent years. This phenomenon could be the consequence of the increase in deforestation rates, of the increase of fires set by farmers in the conversion of forests to pastures, and of global changes. The goal of this paper was to determine the fire susceptibility of a mature forest in southwestern Amazonia and the variables that contribute to its flammability during the dry season of 1998 and 1999. The study area was the Catuaba experimental farm, with 800 ha of mature forest, owned by the Federal University of Acre. We set 205 experimental fires in two forest types, open forest and open forest dominated by bamboo. In 1998, 41% of the 130 fires propagated; In 1999 of the 75 fires set in 1999, only 7% propagated. No significant difference was observed between the two types of forest (open forest and bamboo forest) in regard to fire propagation. The variables that contributed most to fire propagation, were the amount of water in litter, relative air humidity in the forest, litter height and canopy openness. Relative air humidity under the canopy significantly influenced the speed of fire propagation (area burned). Four variables and their combinations best describe the probability of fire propogation using logistic regression: (1) litter water content and relative air humidity under the canopy (rho^2=0.25), (2) litter height and canopy openness (rho^2=0.20), (3) litter height and air humidity under the canopy (rho^2=0.25), (4) and litter water content alone (rho^2=0.25). In the driest periods of the year, the forests of southwestern Amazonia become susceptible to fire.
Keywords: Susceptibility to fire, Tropical forest, Amazon, models of fire, burning
Segue a dissertacao da Elsa Mendoza que está relevante para esta época de queimadas.
M539s
MENDOZA, Elsa Reneé Huamán Mendoza. Susceptibilidade da floresta primária ao fogo em 1998 e 1999: estudo de caso no Acre, Amazônia Sul - Ocidental, Brasil. 2002. 41 f. Dissertação (Mestrado em Ecologia e Manejo de Recursos Naturais) – Universidade Federal do Acre, Rio Branco.
Orientador: Prof. Ph.D. Daniel Nepstad Curtis
1.Susceptibilidade ao fogo, 2. Floresta tropical 3. Amazônia, I. Título
CDU 630:614.84(911.2)
Resumo
Por muito tempo, acreditou-se que a floresta primária na Região Amazônica seria imune à presença do fogo. Entretanto, estudos mostraram que no passado a floresta era susceptível ao fogo e sofria incêndios em épocas de grandes secas. Existem indícios, dos últimos anos, de que a floresta primária Amazônica estaria sofrendo a perda da resistência natural ao fogo, como uma conseqüência direta do aumento do desmatamento, do número de fogos originada pelos agricultores, através da conversão da floresta para agricultura ou pecuária, e das mudanças globais. Este estudo objetivou determinar a susceptibilidade da floresta primária ao fogo na Amazônia Sul-Ocidental e identificar as variáveis que contribuem para a sua propagação. Foram realizados 205 fogos experimentais em florestas abertas com palmeiras e floresta aberta com bambu, na Fazenda Experimental Catuaba. Os experimentos foram realizados nos períodos secos de 1998 (n=130) e 1999 (n=75). Aproximadamente 41% dos fogos se propagaram em 1998 e, em 1999, menos que 7% se propagaram. A floresta aberta com palmeiras e a floresta aberta com bambu não apresentaram diferenças significativas na propagação do fogo. As principais variáveis encontradas que explicam a variação da propagação do fogo foram: a quantidade de água na serapilheira, umidade relativa do ar na floresta, altura da serapilheira e abertura de dossel. O conteúdo de água na serapilheira, quando menor que 20%, facilitou a propagação do fogo nas florestas da região. A variável que influenciou significativamente a velocidade da propagação do fogo (área queimada) foi a umidade relativa do ar dentro da floresta. Os modelos de regressão logística da propagação de fogo são baseados nos seguintes variáveis: (1) conteúdo de água na serapilheira com umidade relativa do ar na floresta (rho^2=0,25), (2) altura da serapilheira com abertura de dossel (rho^2=0,20), (3) umidade relativa do ar na floresta com altura da serapilheira (rho^2=0,25) e (4) conteúdo de água na serapilheira (rho^2=0,25). Em épocas de maior estiagem as florestas da Amazônia Sul-Ocidental tornam-se susceptível ao fogo, podendo originar incêndios florestais.
Palavras chaves: Susceptibilidade ao fogo, floresta tropical, Amazônia, modelos de fogo. queimadas
Abstract
The Amazon region was believed to be immune to fire. But recent studies have shown that the forest becomes susceptible to fire and in fact it burns in times of severe droughts. There are indications that the forest has lost its natural resistance to fire in recent years. This phenomenon could be the consequence of the increase in deforestation rates, of the increase of fires set by farmers in the conversion of forests to pastures, and of global changes. The goal of this paper was to determine the fire susceptibility of a mature forest in southwestern Amazonia and the variables that contribute to its flammability during the dry season of 1998 and 1999. The study area was the Catuaba experimental farm, with 800 ha of mature forest, owned by the Federal University of Acre. We set 205 experimental fires in two forest types, open forest and open forest dominated by bamboo. In 1998, 41% of the 130 fires propagated; In 1999 of the 75 fires set in 1999, only 7% propagated. No significant difference was observed between the two types of forest (open forest and bamboo forest) in regard to fire propagation. The variables that contributed most to fire propagation, were the amount of water in litter, relative air humidity in the forest, litter height and canopy openness. Relative air humidity under the canopy significantly influenced the speed of fire propagation (area burned). Four variables and their combinations best describe the probability of fire propogation using logistic regression: (1) litter water content and relative air humidity under the canopy (rho^2=0.25), (2) litter height and canopy openness (rho^2=0.20), (3) litter height and air humidity under the canopy (rho^2=0.25), (4) and litter water content alone (rho^2=0.25). In the driest periods of the year, the forests of southwestern Amazonia become susceptible to fire.
Keywords: Susceptibility to fire, Tropical forest, Amazon, models of fire, burning